terça-feira, 12 de junho de 2012

Faça chuva ou faça sol!


Às vezes eu penso que não sou merecedora de uma benção de tamanha magnitude que foi poder gerar outra vida. Sou do tipo que me cobro muito enquanto mãe e tento manter o controle da situação e dar conta de tudo, mas por vezes perco total o controle do meu comboio de cordas e minha vida e dos demais se transforma num caos.

Minha filha é meu tesouro, minha monaliza, meu pote de ouro no final do arco-íris, mas mesmo assim eu piso na bola! Perco a paciência, falo alto, dou tapa na bunda e aplico sanção que não tem nada haver com o ato cometido... Calma gente, não é o caso de me denunciar para o conselho tutelar. Eu não espanco minha filha ou a coloco de joelho no milho!  O fato é que ser mãe nos dias de hoje é uma tarefa um tanto quanto árdua, pois trabalhamos, estudamos, namoramos, somos filhas, irmãs, amigas e tias. E ainda tem a louça do café da manhã somada a do jantar do dia anterior, a pasta de dentes grudada na pia, na torneira e no espelho, a toalha molhada jogada sobre a cama que parece ter sofrido um tsunami, enfim não deixamos de ser donas de casa, mas agora fingimos que apenas a administramos, afinal contamos com nossas fiéis escudeiras as empreguetes, ops ato falho, as diaristas. Estas, estão para nós mulheres adultas, como o ar para os demais, é uma questão de necessidade!

Enfim, tantas tarefas juntas devem ser levadas em fogo brando, senão corremos o risco de queimar o caldo e perder a mão, como diria a tia Anastácia. O barato da história é poder conversar, rever, pedir desculpas, combinar que todos devem comprometer-se, retomar o foco e continuar jogando! Afinal somos um time! Costumo brincar com minha filha dizendo o grito de guerra dos meninos do High School Musical, que diz: Qual é o time? Wild Cats! Ou ainda plagio a cena do remake do Karatê Kid, agora estrelado pelo filho mais velho do ator hollywoodiano Will Smith, em que o treinador o manda tirar o casaco, jogar o casaco, pendurar o casado e depois voltar a colocar o casaco, repetidas vezes. Isso porque ele sempre chegava a sua casa e jogava o casaco no chão e sua mãe reclamava todas às vezes, mas ele a ignorava e continuava fazendo igual.   
                                                              
Por fim adoro minha casa, minha filha, meu marido e tudo que vem no pacote! As marcas de mãos em cada parede, vidro e porta, os sapatos espalhados que sempre peço para colocar no lugar (no caso da Lele) e nunca está, a mamadeira da boneca na cozinha, os CDs e DVDs infantis no carro, os restos de bolacha e chocolate deixados sobre a colcha, os saltos ornamentais em minha cama, meus batons que deixam de ser meus após a primeira utilização, meus blocos de anotação idem...  E assim caminha a humanidade, colocando o casaco, tirando o casaco, jogando o casaco, pendurando o casaco, colocando o casaco, sucessivamente, faça sol ou chuva!
  
link pra a cena do casaco no filme Karatê Kid a hora da verdade, um remake do Karatê Kid dos anos 80.

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