terça-feira, 26 de junho de 2012

Festa do bolo de caneca - 1ª edição.

A Le adora festas, seja por qualquer motivo, o lance dela é comemorar! ai ai ai o que me reserva o futuro...
Pois bem, não a reprimo em seus desejos de coletivo, ela é filha única e não deve ser nada fácil em alguns momentos, então combinamos algumas atividades.

No ano passado, fizemos um chá de bonecas. Foi um sucesso! A molecada brincou até se cansar, algumas foram chorando pra casa por não quererem ir embora, tirando alguns arranhões e lágrimas, podemos dizer que fomos bem sucedidas em nossa empreitada! (eu, minha filha e a santa ajuda da avó Rosana e do Papai é claro, depois do fute, é claro).


Para o evento deste ano, planejamos uma festa do bolo de caneca! Muito bacana, principalmente pela simplicidade da receita.

Organizamos tudo, eu imprimi vários vales convites e ela decorou com desenhos coloridos e se incumbiu de distribuir para as amigas da escola. A primeira edição aconteceu ontem, iniciamos a segundona com uma festinha pra molecada, mas desta vez nos livramos por pouco do W.O. (without oponent), pois só veio uma das cinco meninas que convidamos. Mas o resultado não foi menos satisfatório, pois ambas se divertiram, se fantasiaram, assistiram DVD na cabana, sujaram bastante a casa e vamos que vamos... afinal como disse o poeta: filhos são o demo, melhor não tê-los... mas se não temos como sabê-los? Vinícius de Moraes.












Claro que um arranhão ou outro sempre rola nesses eventos, mas o que seríamos sem os nossos arranhões e cicatrizes da infância? um bando de chatos sem história pra prosear...

Simborá prosear comadres!



N.Q.T.I. = Nada que te interesse!!!!

A fase das siglas chegou e com ela toda aquela energia em soltar um belo de um N.Q.T.I. = NADA QUE TE INTERESSE!!!

Pois bem, estamos eu e meu marido, aconchegados em nosso ninho de amor crentes que a nossa pequena prole já estava em seu sono profundo, visto que a deixamos em seu quarto tranquila sob suas cobertas para que pudesse ter um soninho gostoso, eis que surge a senhorita bem acordada adentrando ao quarto que se divide entre quarto de brinquedo, escritório e closet ou seja o quarto da bagunça! 

Meu marido não exitou em perguntar: Ei Letícia, vai fazer o que ai?. Bastou para receber um grave e sonoro: N.Q.T.I. 

Olhamos um para a cara do outro com uma interrogação enorme estampada em nossas faces, pois pegos de surpresa não nos ligamos no que ela queria dizer e tivemos que apelar para a tecla SAP. 

Ambos: N Q o que???????

De boa, ou na moral, em alusão ao novo programa do Bial (xiii rimou) me segurei para não soltar uma gargalhada! Pois foi muito engraçado ver que ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais, como cantou Elis (hoje eu to demais nas citações, aff). Nossa menininha chegou a fase das siglas e com ela toda a irreverência e a arrogância de dizer algo que o outro não tem a menor ideia do que significa! A experiência da sensação de ter o poder! Estar no comando da situação!

E a história se repete, mas agora nós é que somos os quadrados, nada a ver, velhos na referência de quem está apenas começando.

*AAPP pra todos!





* SAP = até a próxima postagem



A simplicidade da inocência!

Dedico este post a minha sobrinha Sophia, de quatro ano, que é uma criança linda, esperta  e altamente independente! Um tanto quanto dramaturga, mas uma fofíssima que amamos muito! E também ao Thiago, uma moleque de cinco anos que é danado é muito engraçado!

Certo dia, estávamos eu,  Letícia, vovô e Sophia passando o dia juntos, então ao final já na hora das despedidas a pequena Sophia diz: “quero dormir na casa da Letícia” e então o vovô responde: “Você está falando pelo nariz, não pode dormir fora de sua casa, ainda esta resfriada!” e ela retruca: “Não vô, eu não to falando pelo nariz! To falando pela boca, ó pela boca! (abrindo a boca para ele ver)."


Com a chegada da Sosso eu aprendi muito, apesar de ser minha sobrinha e não minha filha. Minha irmã mesmo tendo vivido várias dificuldades durante a gravidez e logo depois do nascimento da Sosso, tem uma equilíbrio emocional admirável, às vezes parece leseira, mas prefiro poetizar e considerar equilíbrio. Pois bem, este equilíbrio fez com que as coisas fluíssem de uma forma natural. 
Na gravidez minha irmã fez acompanhamento para gestação de alto risco, devido sua idade (45 na época) e ter tido diabetes gestacional. O surpreendente desta história é que a Gi (mana mia) não imaginava que teria filhos nesta altura da vida, ou pelo menos era a ideia que ela nos transmitia. Contudo, engravidou e a Sophia veio ao mundo no dia 25 de setembro de 2007. 


A Gi teve muito enjoo no primeiro trimestre de gestação, penso que tem haver com a ansiedade, insegurança e tantos outros medos que a assolaram ao receber a notícia que gerava uma vida.


Mas, surpreendentemente a Sosso nasceu de parto natural, normalíssimo, nada de ficar doze horas em trabalho de parto, nada de anestesia peridural, nada de nada, minha irmã foi para o hospital teve a Sosso e no mesmo dia já deu banho na criança. Acreditem! 


A amamentação também foi super de boa, a Sofia mamou até os 03 anos e só parou porque nós, a família, começamos a encher o saco da mãe que já era hora de parar, visto que ela havia assistido uma entrevista em que ouviu que um famoso, sei lá quem, acho que alguém da Tropicália (leitores da família postem um comentário elucidador se puderem), cujo ser mamou até os oito anos de idade. Daí como conhecemos nossa sis, passamos a atormentá-la com o fato de que já havia cumprido com seu dever com louvor!




Por fim, aprendi que escolher relaxar e deixar rolar em alguns momentos é bem melhor do que surtar e adoecer. Minha sobrinha é uma criança independente e sem frescuras, no geral come de tudo, se adapta fácil, sabe vestir a própria roupa e come de garfo e faca aos quatro anos de idade. Logo, tenho certeza que se tornará um adulto autônomo e feliz!


Com amor titia!


domingo, 17 de junho de 2012

Um dia especial

Por conta de um comentário feito no post “Beijinhos cor de rosa para enfeitar” me lembrei de um filme que trata bem esse lance de mães que levam os filhos pra tudo quanto é lugar junto delas, claro que cada caso é um caso e cada circunstância é uma, mas quem é mãe e já passou por situações do tipo: e agora o que eu faço? Sabe do que estou falando.

Vejam o link abaixo e se tiverem chance assistam ao filme: Um dia especial, de 1996. Com Michelle Pfeiffer e George Clooney, dirigido por Michael Hoffman.


Creio que este filme retrata bem a realidade de pais e mães que precisam arcar com seus compromissos diários e ainda cuidar e proteger seus pequenos,

Beijinhos cor de rosa pra enfeitar a semana de todos!


sexta-feira, 15 de junho de 2012

Mamãe, eu quero um blog só pra mim!

Minha pequena miss sunshine quer um blog só pra ela. Notou meu interesse e os comentários de amigas (os) sobre os posts e se interessou em saber o que eu andava falando dela por ai (risos). Deixei que ela o lesse e entendi que aprovou. Sorriu um risinho maroto, meio tímido, mas não fez nenhum comentário censurando minhas histórias. Creio ter aprovado! Na sequência virou-se pra mim e disse: 

"Mamãe, como se cria um blog?" 
E eu repliquei: "por quê?”. 
E ela então respondeu: "quero um só pra mim" 
Minha tréplica: "para escrever sobre o que?”. 
A Le respondeu prontamente: "sobre você". 

Essa é a constatação do fato das crianças repetirem comportamentos daqueles com os quais criam referência. Daí me bateu um senso de responsabilidade avassalador, pois já sabia disto, mas por vezes nos descuidamos dos nossos atos e palavras e acabamos por fazer e dizer o que não devíamos, mas os pequenos tem muitos giga bites de memória e gravam tudo em seu HD, de modo a nos surpreender muitas vezes com ações semelhantes às cometidas por nós ou por pessoas de nosso convívio.

Com base nesta reflexão pensei, caramba como fazer com que minha filha compreenda que nem tudo o que faço é correto e deve ser repetido, mas que quando digo algo pra ela sobre como agir ou deixar de agir, é pensando em seu bem. O famoso faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço!

Lembrei-me que meu pai sempre me dizia esta frase quando questionado sobre alguma ordem que não condizia com seu comportamento e por respeito eu me calava e aceitava! Hoje as crianças são mais questionadoras e mesmo respeitando os pais querem saber o motivo das coisas, a razão pela qual determinada coisa deve ser feita de um modo ou de outro.

A Lele viu a propaganda política do PTB com o D'Urso, na qual ele dizia que defende o combate à violência a criança e ao adolescente, a dignidade, justiça e blá blá blá. Virou-se pra mim e disse:

“Mamãe, não pode bater em criança tem uma lei que proíbe então vocês não podem mais dizer que vão me dar umas palmadas quando ficarem bravos comigo”!
Eu: "Filha, ele referiu-se a adultos maus que maltratam crianças, as machucam e fazem muitas maldades. Existem alguns adultos que se tornam pais, mas, não compreendem o que essa tarefa significa e como tem um coração ruim acabam maltratando seus filhos. Como a rainha da Branca de Neve e a Madrasta da Cinderela". 
Lele: "Mas elas não eram mães de verdade das princesas, elas eram bruxas disfarçadas".
Eu: (pensando rápido no que responder e nada vinha em minha mente) 
Lele: “Mamãe, acho que tem mãe que não gosta de criança e maltrata o filho (falando mais baixo) Na verdade, são bruxas más disfarçadas de mãe”!
Eu: (ufa!) isso filha, é isso mesmo! 


E salva pela lucidez pueril de uma menininha de sete anos, suspirei aliviada. Nada como a inocência e a fantasia das crianças! Tudo fica bem mais simples no universo da imaginação.





Links interessantes:

Todo mundo odeia DFN - episódio 16 do seriado Todo mundo odeia o Chris, no qual sua mãe machuca o ombro ao tentar dar uma cintado no filho do meio, Dru e vai parar no ortopedista.

http://www.youtube.com/watch?v=O6RUgrA3MuA

Los niños hacen lo que ven







quarta-feira, 13 de junho de 2012

Beijinhos cor de rosa para enfeitar!


No dia 12 de junho comemora-se no Brasil o dia dos Namorados, por curiosidade decidi pesquisar a data, pois já tinha conhecimento que esta data é comemorada em fevereiro nos países anglos saxões e apesar de ciente de ser uma data comercial, com o intuito de aquecer o mercado de bens não duráveis após a páscoa, acabamos sucumbindo ao clima de romance, amor, comemoração que paira pelo ar. Não há quem não fique meio mexido com a data, por mais que se finja de intelectualmente e espiritualmente evoluído sempre rola uma vontadinha de um mimo nesta data. Pois bem, essa data refere-se nos países da América do norte (pais do capitalismo), dia de São Valentino ou Valentine’s Day o Santo Antonio deles digamos assim, e se comemora no dia 14 de fevereiro.
Quem trouxe para o Brasil foi o empresário João Dória, lá no século passado, ficando decidido pelos donos da grana em nosso país que comemoraríamos a data aos 12 de junho, por ser o dia em que se antecede o dia de Santo Antonio, nosso santo casamenteiro.
Eu e meu marido procuramos sempre estar juntos e comemorar de alguma forma o dia dos namorados, seja em casa ou fora dela, seja com cartão ou sem, com presente ou não, sempre selamos a data com um EU TE AMO!  Mesmo quando brigados, somos tomados pelo desejo da trégua nesta época.
Este ano decidimos comemorar em grupo, já havíamos tentado anos anteriores, mas acabávamos levando W.O. Nesses 12 de junho, formamos um grupo de casais apaixonados e enamorados e fomos comemorar num restaurante de um conhecido nosso e amigo da turma, chamado Adeo Cuisine, na Alameda Jaú. Foi ótimo, superou nossas expectativas para um início de semana festiva. No dia anterior foi aniversário da minha irmã. Dá-lhe cheers! Depois correr atrás do prejuízo da balança a base de alface e água!
A Lele adora datas comemorativas, adora festinhas e tudo que lhe remeta a comemoração! Foi com o pai comprar um presente para sua namorada, euzinha! Ela fez questão que um dos cartões fosse com uma mensagem dela, leonina nata! E ficou toda prosa ao ver o pai me entregar o presente, que inclusive eu adorei! Mas o melhor foi o cartão! Acho que com o tempo realmente passamos a compreender tanto àquele com quem dividimos nossa intimidade que acabamos nos tornando parecidos. O conteúdo da mensagem escrita por meu namorido no cartão que me ofertou, teve o mesmo contexto do que eu escrevi para ele. IMPRECIONANTE!
A Lele se arrumou, foi toda prosa para o restaurante, fez bilhetes para todos os casais desejando feliz dia dos namorados e se comportou como uma mocinha. Ao final voltamos para casa e ela estava bem cansada, pois havia acordado cedo para cumprir suas atividades diárias e voltou só o pó, mas como é teimosinha e não faz o que é pedido na hora em que lhe é pedido, arcou com a fúria do titã Mamis, que a fez organizar toda a bagunça do quarto mesmo tarde da noite. Contudo em meio a minha fúria, abro o armário para guardar a roupa que ela havia amontoado sobre a cadeira da escrivaninha e deparo-me com um conjunto de cinco beijinhos cor de rosa um em cada uma das gavetas de seu armário.  
Nesse instante petrifiquei e acometeu-me um ataque de riso que a contagiou, fazendo com que o clima de bronca se tornasse uma hilariante cena com mãe e filha rindo e abraçando-se. Aproveitei a trégua e a perguntei o porquê ela tinha beijado todas as gavetas e ela me respondeu sem titubear: “para enfeitar mamãe!”.
Bastou para que eu lembrasse que ela tem apenas sete anos e que não tem que ser organizada, metódica e chata! Ela tem que dar beijinhos cor de rosa em móveis brancos e espelhos reluzentes.


terça-feira, 12 de junho de 2012

Faça chuva ou faça sol!


Às vezes eu penso que não sou merecedora de uma benção de tamanha magnitude que foi poder gerar outra vida. Sou do tipo que me cobro muito enquanto mãe e tento manter o controle da situação e dar conta de tudo, mas por vezes perco total o controle do meu comboio de cordas e minha vida e dos demais se transforma num caos.

Minha filha é meu tesouro, minha monaliza, meu pote de ouro no final do arco-íris, mas mesmo assim eu piso na bola! Perco a paciência, falo alto, dou tapa na bunda e aplico sanção que não tem nada haver com o ato cometido... Calma gente, não é o caso de me denunciar para o conselho tutelar. Eu não espanco minha filha ou a coloco de joelho no milho!  O fato é que ser mãe nos dias de hoje é uma tarefa um tanto quanto árdua, pois trabalhamos, estudamos, namoramos, somos filhas, irmãs, amigas e tias. E ainda tem a louça do café da manhã somada a do jantar do dia anterior, a pasta de dentes grudada na pia, na torneira e no espelho, a toalha molhada jogada sobre a cama que parece ter sofrido um tsunami, enfim não deixamos de ser donas de casa, mas agora fingimos que apenas a administramos, afinal contamos com nossas fiéis escudeiras as empreguetes, ops ato falho, as diaristas. Estas, estão para nós mulheres adultas, como o ar para os demais, é uma questão de necessidade!

Enfim, tantas tarefas juntas devem ser levadas em fogo brando, senão corremos o risco de queimar o caldo e perder a mão, como diria a tia Anastácia. O barato da história é poder conversar, rever, pedir desculpas, combinar que todos devem comprometer-se, retomar o foco e continuar jogando! Afinal somos um time! Costumo brincar com minha filha dizendo o grito de guerra dos meninos do High School Musical, que diz: Qual é o time? Wild Cats! Ou ainda plagio a cena do remake do Karatê Kid, agora estrelado pelo filho mais velho do ator hollywoodiano Will Smith, em que o treinador o manda tirar o casaco, jogar o casaco, pendurar o casado e depois voltar a colocar o casaco, repetidas vezes. Isso porque ele sempre chegava a sua casa e jogava o casaco no chão e sua mãe reclamava todas às vezes, mas ele a ignorava e continuava fazendo igual.   
                                                              
Por fim adoro minha casa, minha filha, meu marido e tudo que vem no pacote! As marcas de mãos em cada parede, vidro e porta, os sapatos espalhados que sempre peço para colocar no lugar (no caso da Lele) e nunca está, a mamadeira da boneca na cozinha, os CDs e DVDs infantis no carro, os restos de bolacha e chocolate deixados sobre a colcha, os saltos ornamentais em minha cama, meus batons que deixam de ser meus após a primeira utilização, meus blocos de anotação idem...  E assim caminha a humanidade, colocando o casaco, tirando o casaco, jogando o casaco, pendurando o casaco, colocando o casaco, sucessivamente, faça sol ou chuva!
  
link pra a cena do casaco no filme Karatê Kid a hora da verdade, um remake do Karatê Kid dos anos 80.

domingo, 10 de junho de 2012

Esqueceram-se de mim?!?!

Minha filha Letícia é uma típica leonina e como tal detesta passar despercebida, característica agravada pelo fato de ser filha única, primeira neta dos avós paternos e ser amada em demasia (o que não vai mudar, porque amor nunca é demais).


O fato é que ela quis passar o feriado com os avós paternos na casa da tia avó, Anna, a alguns quilômetros de Sampa.  Ela adora a tia Anna e seus cachorros: Rubi (xodó), Perola e Cristal. Enquanto isso nós fomos convidados para comer um queijo e vinho com a dinda e o tio Guto e decidimos ir, pois é certeza de boa companhia. Como eles estavam há alguns quilômetros de Sampa, num chalezinho maneiro com amigos igualmente maneiros e no caso de ser uma noite destinada a degustação de queijos e vinho, decidimos que voltaríamos no dia seguinte. Pois, se beber não dirija! Keep walking! 

Bordões marqueteiros a parte, fomos felizes e tranquilos. No dia seguinte, meu marido como um bom amante dos esportes foi jogar tênis, bola, correr, suar, sei lá! Como podem perceber os opostos se atraem, pois euzinha permaneci no quentinho das cobertas.

Ao me levantar e dar bom dia para um tímido sol que aparecia, liguei pra Le que me atendeu prontamente e pediu para eu ir buscá-la, pois já havia voltado para Sampa. Eu disse que tudo bem, assim que o pai voltasse de suas atividades iríamos buscá-la. Eu só não contei que isso levaria certo tempo, no meio da tarde seu pai surgiu todo suado e feliz, por ter liberado serotonina e endorfina  e eu compartilhei com ele minha conversa com a Le, só que com alguns aditivos que rolaram depois, pois com a demora a pequena foi se enfurecendo e entediando e acabou me deixando um recado pra lá de ríspido ao celular, que tem sinal ruim no local onde estávamos o que fez com que não tocasse e a chamada foi direto para a caixa postal, a enfurecendo ainda mais.

Ela proferiu a seguinte pérola: “Mãe, aqui é sua filha Letícia, aquela a quem você se esqueceu! To ligando pra dizer que não precisa vir me buscar, pois vocês não estão nem ai pra mim! Esqueceram que tem filha, não me atendem, não me ligam pra saber se estou bem ou não! Vocês tem vida sabia? E tem uma filha, que sou eu, FI L I A! (sic) Meu avô e minha avó são melhores pais que vocês, eles se preocupam, me ligam pra saber o que eu quero de aniversário! Não venha me buscar, porque eu não irei com vocês!”.

Eu comecei a rir tanto ao ouvir sua mensagem, porque achei muito engraçado! Principalmente pelo F I L I A!  Veja se tem cabimento? Uma fedelhinha deixar tal recado no celular da mãe? Tudo porque sentiu que poderia estar perdendo alguma coisa. Vez que seu passeio tinha terminado como poderíamos nós, seus pais, estarmos passeando ou gozando de diversão sem ela! Como poderíamos ter vida sem ela? Uma verdadeira Leonina, vamos combinar? Como o sol ousa brilhar sem a minha ordem e ilustre presença?
Seu pai foi buscá-la com o tio Guto e ao chegar ela resolveu que toda a sua ira se voltaria contra nada menos nada mais que a culpada por todos os flagelos dos filhos ao redor do mundo, sua MÃE! Lógico! Afinal Freud explica, não é mesmo?!

Quem é esse tal de Apgar?


Primeiramente preciso esclarecer que é essa tal de Apgar, mas como o título deste post refere-se ao comentário que fiz ao final de um post anterior intitulado o barato da raquidiana, mantive a expressão no masculino, pois naquela situação eu de fato não tinha ideia do que se tratava. 

O fato é que um post levou ao outro e como havia dito, trago à luz a explicação do que se trata esse tal de Apgar, que hoje é conhecido por ser um teste feito em recém-nascidos, mas que leva este nome devido a uma médica chamada Virgínia Apgar.

Este teste é feito no ato do nascimento do bebê, pois é dessa forma que sua eficácia se torna maior. Possue uma escala que determina a saúde do recém-nascido. Os aspectos avaliados são: frequência cardíaca, respiração, tônus muscular, irritabilidade reflexa e cor da pele.

Não tem nada haver com o teste do pezinho, que detecta doenças congênitas ou infecciosas. 


Link para pesquisa:



O "barato" da raquidiana!

Amigas (os) leitores camaradas, se tem um troço que dá barato é essa tal de anestesia raquidiana, É O BICHO!

Pois é, tive que experimentar essa tal de raquidiana, porque a Le tava numa posição desfavorável, o que a ignorância lúcida dos antigos chamaria de "bebê sentado". Pois bem, fui eu toda prosa para a sala de parto, já tinha lido tudo que podem imaginar sobre o assunto, além de perguntado para minhas irmãs, amigos, obstetras, as duas que eu frequentei durante a gestação (isso é papo para outro post), assistido vídeos na internet e etc. Minha referência com relação a este procedimento não era das mais tranquilizadoras tão pouco incentivadoras, pois minhas duas irmãs mais velhas, tenho 03, somos em 04 e sou a caçulinha, a raspinha do tacho (risos). Elas já tinham seus 03 filhos cada uma, sendo que uma delas só havia vivenciado a experiência da cesariana, já a outra tinha vivenciado as duas experiências, do parto normal e da cesariana. 

Bom, minhas irmãs são tranquilas e não fazem alarde de nada, tão pouco se intrometem em minhas decisões, apenas cuidam bem de pertinho de tudo que diz respeito a minha pessoa (+ risos), para garantir que nada de mal, estranho, suspeito ou que possa me causar qualquer dano corra o risco de acontecer sem que elas impeçam antes. São minhas amazonas! Verdadeiras Charlie's Angels ou Gera's Angels trazendo para nosso contexto familiar...bobagem!

Minha irmã Ge, teve os 03 filhos por cesariana e a imagem de seu primeiro parto ficou meio que gravada em minha memória, mesmo eu sendo criança na época. A imagem que me vinha em mente era ela deitada numa cama reta, com a cabeça dura,  não se mexia normalmente, ela só mexia os olhos, olhava para a direita e esquerda, mas sem mexer a cabeça. E outra imagem forte que eu tinha em mente, era ela andando curvada como se sentisse dor a cada movimento que fazia. Chocante! Ela era a irmã que dançava comigo, brincava, me pegava no colo e de repente parecia que havia adoecido. Na ocasião eu tinha sete anos.

Em contrapartida seu bebê nasceu lindo, grande, saudável, robusto, um bebê Johnson! Meu primeiro presente! Fiquei tão feliz com o fato de seu nascimento, pois eu era sozinha, não tinha outra criança e esse bebê menina, veio ocupar o lugar de minha companhia! Claro que rolou ciúmes e aprontei várias com ela depois. Hoje ela é a dinda da Letícia e uma amiga pra toda hora (ruim ou boa).

Minha irmã Gera, teve o primeiro filho de parto normal e foi surpreendente, porque nunca imaginei essa minha irmã parindo de parto normal. Ela tem muitos medos, é intensa e meticulosa! Bom ela teve uma gestação ótima, assim como o seu parto também o foi. Ela deu a luz ao Ale, um menino franzino que era a coisa mais linda pra todas nós, nessa época eu já tinha 10 anos. Assim que ela saiu do hospital foi trabalhar. Só não foi mais maravilho, porque o Ale teve que ficar no hospital por conta de uma icterícia. Só veio pra casa dois dias depois. Hoje ele é um rapaz boa pinta, ainda franzino (risos) e dono de um coração que não cabe dentro dele, vivemos entre tapas e beijos, mas o amo imensamente!

Com toda essa bagagem de experiências alheias, fui para minha visita semanal a obstetra como é de praxe no fim da gestação, e como eu já sentia uma espécie de cólica no pé da barriga, que já eram contrações ela me examinou, fez a última ultrassonografia, ouviu os batimentos do bebê que parecia a Furiosa (bateria do Salgueiro), constatou que a bebê já tinha 3,5kg e que estava na posição de assinclitismo (incompatível com o parto natural devido à má posição cefálica na pelve). A médica se virou pra mim ao final da consulta e disse: "ela está pronta e você não aguenta mais, vamos marcar a cirurgia? O bebê está grande, sua bacia é estreita, o parto normal não será fácil, além de sua dificuldade respiratória e o fato do bebê estar em posição desfavorável o que levaria mais tempo, não aconselho esperarmos mais".

Eu estava com uma crise de renite alérgica das bravas somada a uma gripe que se instalou em meu ser devido a baixa resistência pela gestação, então somos mais suscetíveis aos vírus. Eu já estava fazendo inalação a alguns dias e não conseguia mais dormir, dormia sentada ou no chão da sala, onde meu marido afastava os móveis e forrava o chão com edredons, pois o inverno foi rigoroso em 2004. Como eu não tinha posição e estava com dificuldade para respirar eu me sentia melhor ali e ele fazia de tudo para que eu e Le ficássemos bem.

Pensei rápido, um bolo se formou na boca do meu estomago então olhei para meu marido que filmava tudo sem parar e ambos fizemos um sinal de afirmação com a cabeça. A médica ligou para o hospital tinha sala de parto disponível e marcou para o mesmo dia, 05 de agosto às 19h. Avisei minhas irmãs que se incumbiram de avisar os demais e fomos pra casa. Finalizados os preparativos, mala do bebê, da mãe, cabelo, unha etc (riso). Separei todas as roupinhas da Le, que já estavam devidamente esterilizadas e ensacadas em saquinhos brancos e cor de rosa, transparentes para que pudessem identificar a roupa. Orientei qual roupa eu queria que colocassem nela ao nascer, assim como manta e etc. Na hora foi tudo diferente! :-D

Chegamos na maternidade umas 17h, fiz alguns exames, e comecei a fazer inalação, pois minha falta de ar estava considerável, além das dores na lombar e baixo ventre, por fim foi chegando um, depois outro, familiares, amigos queridos e a Lele só foi nascer às 22h05 daquela quinta - feira de inverno em Sampa.

Na hora de ir para a sala de parto eu já sabia que tomaria anestesia raquidiana e que essa é aplicada na altura do cóquis, mas me senti segura por saber que meu marido assistiria ao parto e que estaria comigo o tempo todo. Contudo, na hora que entrei na centro cirúrgico levaram o Tadeu para outro canto e entrei sozinha, ele tinha que colocar a roupa adequada do hospital pra evitar contaminação. Lá fomos nós, eu e Lele, daí me bateu um medo, lembro que senti minhas pernas bambas,  mas a aplicação foi rápida e a dor é suportável, não me lembro de dor surreal e sim de um árdor ao sentir o liquido entrar. O que dói mesmo é aquele cateter que colocam na mão da gente pra passar soro com remédio, caramba aquilo dói muito!.

Correu tudo bem durante o parto e ao término a parturiente deve ir para a sala de recuperação. Um lugar nada agradável, pois não tem nem uma musiquinha ambiente pra relaxar e o que queremos e ver nosso bebê e nossa família, mas tem que ficar lá até a anestesia passar e a equipe médica ter certeza que tá tudo bem com a mamãe! Devo ter ficado por lá umas duas horas, entre um cochilo e outro interrompido pelo frio que me assolava a ponto de eu bater os dentes, o que é efeito colateral da anestesia, além da coceira que eu sentia no rosto e  em tudo quanto é lugar que me dava vontade de desfolhar a pele. Vez ou outra alguém vinha me ver e colocava mais um cobertor térmico devido minha bateção de dentes. Passado o tempo todos os sinais vitais checados (risos) subi para o quarto.

Neste momento, o barato da raquidiana tava no seu ápice, lembro de tudo em flashes, não me lembro das pessoas que estavam lá, da sensação que tive ao me encontrar com a família e amigos, o que tenho são reconstituições feitas através de imagens que assisti depois. Eu tava curtindo a maior viagem! Tava no barato da raquidiana! tudo parecia um sonho dentro de uma nuvem bem nebulosa! Mas, de uma pergunta que me fizeram eu me lembro bem, engraçado que não me lembro da imagem de quem me perguntou, mas me lembro do som de sua voz, inclusive da entonação usada no momento da pergunta, uma querida amiga virou-se pra mim e disse: "Quanto foi o Apgar do bebê?" e eu com a voz fraca e com a mente lenta respondi: "Oi? Como? Que raios é esse tal de Apgar?" (este é assunto para outro post)...



Alguns links interessantes sobre o assunto:

http://guiadobebe.uol.com.br/chegou-a-hora-de-nascer/

http://brasil.babycenter.com/pregnancy/parto/tipos-de-anestesia/


quinta-feira, 7 de junho de 2012

Não é justo! Dói muito!!

Enfim, é chegada a hora de compartilhar a dor da perda com o serzinho que mais amamos em todo o universo!  Nossas pequenas crias! Chegou o momento daquela criaturinha frágil e indefesa que tanto zelamos e protegemos passar por uma das dores mais complexas e imprescindível da existência humana, o luto!

Nossa família vem passando por um processo de adoecimento familiar significativo que fez com que nossa filha, Letícia, passasse a significar aos poucos a veracidade da morte e sua possibilidade diante dela. Ela já ouvia falar de morte pelo fato de não ter a avó materna, que morreu bem antes do nascimento da Le, mas tudo num patamar abstrato e subjetivo. Conseguia compreender minha saudades com relação a minha mãe, passou a ter carinho por ela, mesmo nunca a tendo visto ou convivido com ela. Muito disto se da pelo amor que nutri  por mim e seu cuidado por não gostar de me ver sofrer. (sou demasiadamente abençoada!)


O fato é que seu bisavô paterno estava doente havia algum tempo, tendo uma piora significativa nos últimos meses e em meados de maio passado ele faleceu durante a madrugada. Decidi que contaria a ela e a deixaria escolher se queria ou não participar das cerimônias cristãs que se celebram nestas ocasiões. Eu imaginei que sua reação seria de tristeza, mas ao receber a notícia pela manhã, depois de acordar e tomar seu café da manhã como nos outros dias, ela desabou. Chorou um choro baixo e dolorido de quem sente uma dor que sabe não poder conter, uma choro profundo e baixinho, tão sofrido! Meu coração se fez em mil pedacinhos, como eu poderia acalentar minha filhinha naquela hora e fazer com que deixasse de sentir aquela dor que a acometia a alma. Uma alminha pura e tenra.


Não tinha o que fazer, apenas deixá-la sentir sua dor e expressá-la do modo como conseguisse. Ela chorou eu a abracei carinhosamente e a reconfortei explicando que eu iria ao velório para ficar ao lado de seu pai e família até a hora do enterro. Ela então me disse, "mãe porque dói tanto, não é justo!" e eu reconhecendo aquele sentimento a respondi: "Filha, não é justo sermos egoístas a ponto de não o deixarmos partir para poupar a nossa dor, pois devemos considerar a dor que ele vivia diariamente naquele hospital. Ela chegou a visitá-lo quando ele ainda estava no quarto do hospital e acompanhou todo o processo anterior durante o período em que se tratou em casa, submetendo-se a diálise todos os dias. O processo de dor e da possibilidade de perda já a estava rodeando há tempos e por isso penso que viveu o momento de forma mais madura do que o esperado para sua pouca idade.


Ela se recompôs e decidiu que iria ao velório e caso preferisse ir embora me avisaria e eu a levaria para a casa da tia (minha irmã). Ela se trocou e fomos. No caminho ela repassou comigo como era um velório e  chegando lá ela cumprimentou algumas pessoas logo na entrada e depois foi direto para onde estava o pai, a quem abraçou calorosamente e voltou a chorar como fazemos quando encontramos alguém que compreende o que estamos sentindo. Depois foi até a avó e ficou firme a seu lado, como se a apoiasse naquele momento tão difícil pra ela.


Um misto de emoções se misturaram em meu íntimo, queria poder poupá-la daquele sofrimento, mas sabia que ela teria que aprender a vivenciá-lo, por outro lado um sentimento de orgulho, uma sensação de estar no caminho certo com relação ao modo como a estamos criando tomou conta de mim. Ela é solidária, tem compaixão e apesar de pequena e frágil ela é extremamente forte! Meu coração transbordava de tanto amor e gratidão por poder ser a mãe daquela criança tão maravilhosa!


Por fim, dias depois na casa da avó onde encontramos também com a bisa (esposa do bisavô falecido), esta se virou pra nós e disse algo mais ou menos assim: "Eu nunca imaginei que a Letícia se tornaria essa menina tão especial, ela era tão chatinha quando menor!". Rimos com um contentamento sincero pelas palavras igualmente sinceras da nossa amada e respeita Bisa Rosa.




Biso Vicente (i.m) em agosto de 2009.













Bisa Rosa, Pedro e Biso Vicente  (i.m.) em abril de 2012.

À espera de um milagre!

Em meio a um feriado prolongado chuvoso, com baixas temperaturas e um céu cinzento, enquanto respondia a um comentário de uma amiga, a qual chamarei carinhosamente de Su, inclusive sobre uma postagem desse blog, percebi que coincidentemente ela está à espera de sua pequena Letícia (que será nossa assim que sair do conforto de sua barriga) e  fui tomada pela percepção que além de sermos mães de Letícias, temos muito mais em comum no que diz respeito a magia de gestar!

Fiquei grávida no mesmo período só que em 2003, meu final de gestação foi no outono/inverno assim como está sendo o da Su e estava um frio significativo! Não tive inchaço durante a gravidez, mas na reta final na semana em que a Le nasceu mais precisamente, eu parecia um sapo boi na puberdade. Isso porque minha pele ficou ruim, cheia de espinhas como se eu tivesse voltado a adolescência aos 29 anos de idade! Péssimo! meu nariz que já não é uma delicadeza, digamos assim, virou uma batata! Na real, me transformei na Feiona, ops, ato falho, leia-se Fiona!

Bom com relação ao relato de eu ter ficado a irmã gêmea da Fiona não tem nada em comum com a Su, que está linda e diva aos oito meses de gestação!
Resolvi falar sobre isso, pois sei que neste período ficamos a mercê de tantas sensações distintas, oscilamos do  bom ao mau humor num piscar de olhos, literalmente experimentamos a bipolaridade! com a ressalva de estarmos grávidas e este fato nos tornar seres sublimes e ungidos que são vistos com um ser quase canonizado!

Que nada! tem um montão de gente que não respeita grávida e não tá nem ai com nossa condição real e superior de garantir a perpetuação da espécie humana!! Lembro-me de ir aos correios já com um barrigão saltando aos olhos de todos e ter que escutar de um ser que ali estava que "tem gente que fica grávida só pra pegar a fila preferencial1" (sic). TENHA DÓ!! Será que existe algum ser consciente e bem informado neste planeta que é capaz de engravidar para poder usufruir de filas preferenciais!! Putz! e ainda tem gente capaz de engolir o merchan da presidenta sobre país emergente.. só se for na ignorância e no índice elevado de mau educados.

Por fim, quero dizer que grávida não é respeitada como consta no imaginário da maioria. No trabalho patrão pensa que tá fazendo corpo mole porque tem o respaldo da gravidez, no trânsito tem que ouvir vai pra casa trocar fralda e lavar mamadeira, no banco, no transporte público, na padaria, nos correios, etc. aguenta cara feia de estranhos por ter fila e assento preferencial! Olha, vou dizer uma coisa, se gravidez fosse fácil Deus dava útero para os homens! :-D  B R I N C A D E I R I N H A!!! Perco o amigo,mas nunca a piada! Redimo-me em tempo.

Os homens tem um papel essencial, tanto na concepção de nossos pequenos adoráveis bebês, quanto durante a gestação e depois dela, pois os pais com exceção de alguns que gestam junto com as mulheres, internalizam a vivência do "ser pai" depois que o bebê nasce, pois a partir deste momento é possível concretizar o que até então era abstrato para eles, além do que passam a exercer de fato tal papel que é subjetivo durante a gestação. Parem para pensar, durante a gestação o processo da maternagem  já  começa a se instalar em nosso corpo fisicamente, tudo muda! Nossa relação com a comida, com a bebida, com o corpo, as sensações, sentimentos, reações tudo se altera. 

Nosso seio cresce, escurece, nossa barriga nem se fala, um risco gigante e marrom (claro que de acordo com o tom de pele de cada uma) como se fosse o Meridiano de Greenwich surge bem no meio do barrigão, o umbigo salta, e fazemos xixi toda hora! sem beber uma gota, sequer uma gotinha de cerveja (aqueles que consomem moderadamente esta bebida entendem o que quero dizer).

Enfim meus amigos, gestar é uma tarefa árdua desde o seu início. Claro que com toda a magia e maravilhas que nos permite vivenciar, mas vamos combinar que nem tudo é um mar de rosas! Quero muito que a Su poste algo aqui no blog sobre o seu olhar para com o gestar, por ser sua fase atual creio que tenha muitas pérolas para compartilhar conosco.

Imagino que esteja na fase de decidir sobre o parto, se será normal ou cesariana, na água, de cócoras, etc. Tem tantos métodos agora que dá pra desencadear uma angústia. Noto que, o que pesa muito ainda é o medo. Medo da dor, do sangue, do tempo que pode levar, etc. O meu medo era da criança entrar em sofrimento, de dar algo errado, do bebê não aguentar, do cordão umbilical estar enrolado no pescocinho do bebê e o sufocar! Tantos são os nossos medos! Mas um bom médico e as informações dadas com segurança é essencial para nos tranquilizar e ajudar na hora da escolha, tem obstetra que é da corrente a favor do parto normal, outros já são mais comerciais e preferem agendar a cesariana, isso porque é muito mais cômodo e lucrativo para eles, pois além de ser mais caro, requer anestesista obrigatoriamente e os possibilita uma organização de agenda, o que é fora de questão no caso de parto normal.

No que diz respeito a OMS - Organização Mundial de Saúde o parto normal é o mais aconselhável, na verdade o parto normal deveria ser o único meio, a opção da cirurgia que chamamos de cesariana só em casos extremos em que a mãe ou o bebê corressem algum risco.

Su e queridas amigas grávidas e pretendentes, pense bem na sua escolha! Um procedimento cirúrgico é sério, doloroso e bem mais complicado do que a mídia e a indústria da concepção faz parecer! Suportamos as dores da TPM, cólicas menstruais, depilação com cera quente, fria, laser e tudo mais que vier pela frente, dor faz parte da nossa condição feminina e damos conta do recado! Não se prendam a esse aspecto. De boa amamentar dói e amamentar com um corte no pé da barriga com no mínimo sete pontos não é nada agradável!

Minha sugestão, porque conselho ninguém segue mesmo, é que deixem nas mãos de Deus (seja lá qual for o Deus de cada uma) e da (o) obstetra que escolheram que deve ser da confiança de vocês.  Se possível com boas recomendações! Ou não! Ah, se o celular do (a) obstetra tocar na hora do parto ou durante ele, ou no meu caso em específico na hora em que se cortava o cordão umbilical do meu bebê, não se espantem, pois pra nós é um momento mágico e pra eles é cotidiano! Tenho este fato gravado no DVD de nascimento da Letícia pra sempre!

Dicas:

O livro Mãe na linha da Andréa Veiga e Claudia Rodrigues - bem legal e de linguagem fácil, é um bate papo entre mães, vale à pena e tem histórias legais sobre a escolha do parto e o que acontece na hora.





quarta-feira, 6 de junho de 2012

Comidinha com espaço pra criançada brincar!!

Comidinha com espaço Kids

Gente vamos combinar que não dá pra sair pra "comer fora" com a criançada se não tiver algo que os distraia no lugar, pois o passeio acaba virando uma frustração só!! Além do risco de ásia e má digestão no caso daqueles que conseguirem dar algumas garfadas ansiosas e mal mastigadas!
Com base nessa necessidade real sentida por mim e meu marido desde os nossos primórdios como pais, compartilho com vocês algumas dicas bem legais garimpadas pelo nosso querido companheiro das manhãs de trânsito de Sampa, Marcelo Duarte, comentarista da rádio Band News, que também fala de futebol quando sobra um tempinho entre uma comidinha e outra! :-D
Clique no título do post escrito em letras menores e vá em frente! Descubra uma "comidinha com espaço kids" que se adeque à você e sua família. Ah! mesmo assim, continuem levando lápis de cor, massinha, caderninhos, pega varetas, Uno, Ds (vale qualquer modelo), laptop infantil, DVD portátil, melhor amigo, primo (a) de idade próxima, porque o irmão não vale né?!


Aproveito para listar, por sugestão do marido, alguns lugares garimpados por nós nos últimos anos e que não estão na lista do Marcelo, destaco que todos os locais listados por mim abaixo foram devidamente experimentados pela nossa family e contém as impressões de nossa pequena miss sunshine:


  • DIB - localizado na Serra da Cantareira, um espaço bem legal, rústico que remete a fazenda, uma coisa mais interior e simples. Tem animais, charrete, pôneis, além de gira gira, balança e trepa trepa. A comida é caipira típica e boa, o preço é compatível e tem música ao vivo. A Le curtiu muito o lugar, ela adora animais e espaço!! Ah ia me esquecendo, tem uma lojinha convidativa no andar debaixo bem interessante! o site é: www.dibrestaurante.com.br   
  • Puerto Escondido - restaurante mexicano, o que fomos fica na Av. Eng. Caetano Álvares, o lugar é bem legal com decoração moderna e que nos remete ao clima do México, a comida é boa! Tem rodízio e a la carte, criança até cinco ou seis anos não paga. Tem espaço kids para pequeninos, mas os maiores também podem usufruir, no dia em que fomos não tinha monitor.
  • Churrascaria Soberana, também localizada na Av. Eng. Caetano Álvares, tem rodízio de carne e pizza com horário determinado para início, no caso desse último. Tem espaço kids com monitor e a Le curte, mas eu acho o espaço satisfatório e não ótimo. Tem também uma fonte com carpas de verdade.
  • Churrascaria Super Grill - O MELHOR ESPAÇO KIDS DE TODOS NA MINHA OPINIÃO - o lugar é bem planejado, tem brinquedão que acaba em uma piscina de bolinhas, tem mesinhas para desenhar, tem TV com DVD e monitor. Além disso a churrascaria é excelente, com uma apetitoso buffet de sushi e sashimi hummm!! vale à pena! Está localizada na Marginal Tiête, dentro do Carrefour - Vila Maria.
  • Padaria Mister Pão, localizada na Av. Guacá, na ZN de Sampa, ela tem o perfil das novas padocas que servem comida e parecem um shopping de guloseimas e além disso tem espaço Kids. Quando fomos estávamos sem a Le então não sei qual seria sua opinião, na minha achei que ainda falta investir na decoração e brinquedos, mas como a padoca é nova, creio que ainda não terminaram - tinha monitor.
  • Bond Bico Galeteria - localizado na Av. Eng. Caetano Álvares, ZN - A comida é muito boa e tem telão pra assistir jogos de futebol! Não tem espaço kids, o que é uma pena, pois vai muita família na hora do almoço. Porém, eles oferecem desenhos e giz de cera para a criançada pintar  enquanto almoçam! O banheiro é uma atração a parte, pois tem um enxaguante bucal gigante que faz a festa da garotada! :-D

Bora lá comer com diversão para toda a família!

Era da Imoderação



terça-feira, 5 de junho de 2012

Perna de pau e palhaço no meu aniversário de oito anos?!? ai mãe, muito infantil!!


Minha filha Letícia adora festas de aniversário e desde que passou a entender o significado da comemoração ela planeja, conta meses, dias e horas para a tão esperada data! Eu sempre digo a ela para não ter pressa para que o dia de seu aniversário chegue, pois chegará o dia em que ela desejará que esse demore e passará rápido demais.  Ignorando minha dica, a Le curte ao máximo a comemoração e adora ficar mais velha!!!!! E não deveria ser diferente aos oito anos de idade incompletos, não é mesmo?! :-D
Durante este seus sete anos e meio de vida ela já teve festas com temas variados desde Hello Kit, parque da Xuxa, Bela Adormecida, Cinderela, Butterfly e Hannah Montana. Detalhe, aos sete anos não houve comemoração temática, pois combinamos de fazer uma viagem e ela teve bolo com direito a sujar o rosto com a cobertura e tudo mais, mas sem amiguinhos ou familiares, algo íntimo e só nosso! (coisa de pais adultos porque a criança ta pouco se importando para o momento intimista e privado da família, quer mais é bagunçar e ter um montão de amigos ao redor!! errar faz parte...)
Por fim, ela não fala em outra coisa senão como será o seu aniversário de oito anos. Ela vez ou outra me diz assim: "mãe eu quero uma festa surpresa, nunca tive uma!" (lógico é uma criancinha). Ao mesmo tempo ela dá dicas de como gostaria que fosse a sua tal festa surpresa! Dia desses passamos em frente a um buffet infantil e eu comentei que gostaria de fazer uma festa pra ela com palhaços, pernas de paus, cama elástica, etc. Ela não titubeou em me dizer: "Ai mãe, perna de pau é muito infantil! quero uma festa da Selena".
Ela quis dizer que gostaria que o tema da festa fosse da Selena Gomez, uma atriz da Disney que é nada menos que a namorada do Justin Bieber!
Pois é, esse tal JB virou uma febre não só para os adolescentes, mas também para o público mirim e tudo que o envolve vem no pacote, incluindo a namorada!