A Le passou o final de semana com a dinda e ao retornar estava toda calorosa de saudades e carinhos comigo e o pai, até começarmos a perguntar como tinha sido e o que ela havia feito, blá blá blá pra lá blá blá blá pra cá! Enfim, a menina foi murchando, murchando, de uma tal forma que parecia que havia perdido toda e qualquer energia que lhe restasse. Chegamos em casa fomos fazer mil e uma coisas como de costume e ela se sentou no sofá de braços cruzados e olhar parado com uma ponta de raiva que ebulia por dentro de suas entranhas. Do sofá foi para a poltrona, de la foi para a cozinha onde estávamos (eu e o pai) e neste ínterim enquanto um saboreava uma mexerica o outro colocava roupa na máquina de lavar para desodorizar e ainda vez ou outra um peguntava alguma coisa para ela que não respondia nada, só suspirava!
Por fim, ela foi para o quarto e penso ter encontrado o pai pelo caminho não sei o que conversaram, mas sei que ela foi até a cozinha e me disse: "mãe vocês me deixam entediada pois perguntam demais e me dão tantas instruções (que até pouco tempo ele confundia com instrumento), eu não me lembro da metade das coisas que me dizem e perguntam, pois vocês falam muito e rápido e quando um para o outro começa! Eu mal entrei no carro e já começaram a falar e falar!".
Eu fiquei estarrecida com seus argumentos e com uma cara de quem havia pisado no tomate a pedi desculpas e disse que agora que ela tendo ela explicado, eu conseguia entender e compreender que ela tinha razão! Neste momento me senti como Alice no país das maravilhas ao tomar a poção que a deixa pequenina a ponto de caber em um bule..estávamos repetindo ações dos nossos pais as quais detestávamos quando éramos crianças sem nos dar conta de quão chato é!

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