Jardim da Infância que virou Educação Infantil, Pré-escola passou a ser Primeiro ano, Primário hoje é Fundamental I, Ginásio chama-se Fundamental II e 2º Grau agora é Ensino Médio!! Affe, são tantas mudanças que dá pra dar um nó em qualquer mortal! Menos nas mamães super informadas, interessadas e googleiras como nós! :-)
O fato é que minha pequena notável tem aulas de filosofia na escola onde cursa o 2º ano do Fundamental I e com isso desenvolve atividades que insitam o pensar, indagar e construir coletivamente novas ideias. Lindo né? Acho muito importante e fico muito feliz com essa oportunidade, pois reafirma nossa escolha pela educação que consensuamos em proporcionar a ela.
Noite passada cheguei do trabalho e ela já estava em casa com o pai de banho tomado e lição concluída. Confesso que dá uma dorzinha lá no fundo do ego materno, que inflamado sente-se reprimido pelo fato de não ter participado de tal ritual. Contudo, um proporcional alívio conforta a alma ao saber que existe uma pessoa no mundo que pode igualmente realizar sua tarefa tão bem quanto você e que de uma certa forma sua cria está amparada e protegida e rodeada de afeto e cuidado! Após essa breve mas intensa ebulição de sentimentos, enfim, enfrento a árdua atitude de tentar me incluir naquele núcleo simbiótico tão bem sucedido sem provocar prejuízo.
Vou ao encontro deles e sou recebida calorosamente por minha filha, que corre até mim me abraçando e exclamando: mamãe!
Um conforto inexplicável assolou-me a alma e na sequência seu pai me saca um caderno de dentro da mochila escolar e me mostra uma página em que há um desenho feito pela Le. Ele me pergunta o que vejo e eu observando o desenho de minha filha entendi prontamente que tratava-se da fachada do condomínio de seus avós. Nas costas do desenho uma pergunta seguida de uma breve resposta: qual é seu lugar seguro? a casa da minha vó!
Aquela fora a última tarefa executada por minha filha naquela semana e minha tarefa seria conhecer todas as atividades desenvolvidas até ali e escrever minhas impressões sobre o trabalho que vem sendo feito junto a disciplina filosofia na grade curricular da escola onde a Le estuda. Pela segunda vez me senti segura e confortada, pois era a garantia de que eu tinha um lugar naquele núcleo e que minha contribuição e presença eram além de esperada de suma importância.
No entanto tinha a intrigante resposta de minha filha que logo nos fez perceber que de intrigante não tinha nada além do absolutamente normal. Voltei-me para minha filha Letícia e perguntei: filha porque respondeu que seu lugar seguro é a casa de sua avó? não se sente bem e segura em nossa casa?
Letícia: mamãe eu gosto da nossa casa, mas a casa da minha vó é a casa da minha vó! (simples assim).
Finalizo este post com um conto de Beatriz Vichessi intitulado Casa de Vô e com um trechinho do slide compartilhado por Guiomar Paiva Brandão no site slideshare:

Vou ao encontro deles e sou recebida calorosamente por minha filha, que corre até mim me abraçando e exclamando: mamãe!
Um conforto inexplicável assolou-me a alma e na sequência seu pai me saca um caderno de dentro da mochila escolar e me mostra uma página em que há um desenho feito pela Le. Ele me pergunta o que vejo e eu observando o desenho de minha filha entendi prontamente que tratava-se da fachada do condomínio de seus avós. Nas costas do desenho uma pergunta seguida de uma breve resposta: qual é seu lugar seguro? a casa da minha vó!
Aquela fora a última tarefa executada por minha filha naquela semana e minha tarefa seria conhecer todas as atividades desenvolvidas até ali e escrever minhas impressões sobre o trabalho que vem sendo feito junto a disciplina filosofia na grade curricular da escola onde a Le estuda. Pela segunda vez me senti segura e confortada, pois era a garantia de que eu tinha um lugar naquele núcleo e que minha contribuição e presença eram além de esperada de suma importância.
No entanto tinha a intrigante resposta de minha filha que logo nos fez perceber que de intrigante não tinha nada além do absolutamente normal. Voltei-me para minha filha Letícia e perguntei: filha porque respondeu que seu lugar seguro é a casa de sua avó? não se sente bem e segura em nossa casa?
Letícia: mamãe eu gosto da nossa casa, mas a casa da minha vó é a casa da minha vó! (simples assim).
Finalizo este post com um conto de Beatriz Vichessi intitulado Casa de Vô e com um trechinho do slide compartilhado por Guiomar Paiva Brandão no site slideshare:

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